Bolinho de estudante / "Punheta"

Sobre o prato

Reza a lenda que o bolinho de estudante é chamado assim por levar ingredientes muito baratos, como o coco e a tapioca, e que as baianas fritavam-os no final da tarde em seus tabuleiros, hora que os estudantes saíam dos colégios e eram seduzidos pelo delicioso cheiro de fritura. O bolinho é também conhecido na Bahia como punheta ou punhetinha, que tem sua origem contada em duas histórias: uma diz que provém do seu aspecto fálico e outra afirma que o apelido é devido aos movimentos no preparo, um doce “feito a punho”.

O que poucos sabem é que a iguaria vem de uma tradição iorubá de comer com as mãos, como o fufu ou o funge – guarnições feitas a partir da mandioca, inhame ou banana que são trituradas em uma consistência de massa de pão e ingeridas em pequenas bolas como acompanhamento a uma sopa de imersão ou molho. Segundo Hildegardes Vianna, em um artigo publicado em 1963, no Tabuleiro de Cocada (denominação para o tabuleiro de doces vendidos pelas baianas nas ruas de Salvador), existia o Bolinho de Tapioca que era assado na brasa. Em meados do século 20, o fotógrafo Pierre Verger registrou baianas preparando o doce desta forma.
O bolinho de estudante é feito com farinha de tapioca, coco, açúcar e canela. Manipular a massa é a maior habilidade para preparar a receita. Com a massa pronta, faz-se bolinhos que são fritos no óleo de soja ou milho. O bolinho de estudante deve ser comido ainda quente, pois a massa é mais saborosa assim, e o açúcar se misturado à canela lhe dá uma casquinha que se derrete a cada mordida.

Referências:

ANDRADE, Carol. 25 de outubro – bolinho de estudante. 365 motivos para amar Salvador, [S. l.], 25 out. 2013. Disponível em: https://365salvador.wordpress.com/2013/10/25/25-de-outubro-bolinho-de-estudante/. Acesso em: 30 jun. 2026.

BOLINHO de estudante. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 25 jul. 2025. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bolinho_de_estudante. Acesso em: 30 jun. 2026.

FONSÊCA, Adilson. Na Bahia do acarajé, a cocada é indispensável. Bahia Noite e Dia, [S. l.], 10 jul. 2020. Disponível em: https://www.bahianoiteedia.com.br/na-bahia-acaraje-cocada-e-indispensavel/#:~:text=A%20Cocada%20%C3%A9%20um%20doce,dos%20africanos %20deixadas%20na%20Bahia. Acesso em: 30 jun. 2026.

LODY, Raul. Bolinho de estudante, o açúcar e a canela no tabuleiro da baiana. Museu do Açúcar e Doce, [S. l.], 12 mar. 2026. Disponível em: http://museudoacucar.com.br/tag/bolinho-de-estudante/. Acesso em: 30 jun. 2026.

LODY, Raul. Bolinho de Estudante. Senac Bahia, Salvador, 13 abr. 2011. Disponível em: https://www.ba.senac.br/Servicos/coluna_raul_lody/8229?title=bolinho-de-estudante. Acesso em: 30 jun. 2026.

VIANNA, Hildegardes. A Cozinha Baiana: seu Folclore e suas Receitas. Salvador: Fundação Gonçalo Muniz, 1955; 2. Ed. São Paulo: GRD, 1987.

VIANNA, Hildegardes. Breve notícia sobre a cozinha baiana. Travessia, Florianópolis, n. 36, 1998. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/travessia/article/view/15460. Acesso em: 30 jun. 2026. 

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Ingredientes

Doce

60 minutos
Fácil

Preparo

1
Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes e deixe descansar por 30 minutos.

2

Depois, modele os bolinhos com as mãos e frite em óleo quente. Para finalizar, passe os bolinhos no açúcar com canela.